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Cubo misterioso é avistado na Lua por sonda chinesa: 'Alienígena?'

Imagem feita pelo rover Yutu 2 mostra objeto misterioso em solo lunar - Divulgação/China National Space Administration (CNSA)
Imagem feita pelo rover Yutu 2 mostra objeto misterioso em solo lunar Imagem: Divulgação/China National Space Administration (CNSA)

Colaboração para Tilt, em São Paulo

06/12/2021 12h07Atualizada em 06/12/2021 12h07

Uma forma estranha no lado oculto da Lua foi detectada esta semana pela agência China National Space Administration, a CNSA. Em uma missão de exploração na cratera Von Kármán, o rover chinês Yutu 2 capturou imagens que, apesar de borradas, indicam um objeto semelhante a um cubo.

Em uma postagem na rede social Weixin, o programa Our Space ("Nosso Espaço", em tradução livre), da agência espacial chinesa, se referiu a esse elemento questionando se seria uma possível base ou espaçonave extraterrestre.

"Foi uma casa construída por alienígenas após o pouso forçado? Ou é a espaçonave pioneira dos predecessores a explorar a Lua?" especulou o post.

No entanto, a verdade é que o objeto provavelmente não é uma coisa nem outra. Segundo especialistas em geologia lunar, trata-se de algo que a Lua tem em abundância: rochas. Uma hipótese sugere que a forma se refere a uma ou mais rochas cuja silhueta parece quadrada à distância devido à baixa resolução da imagem a essa distância. Esses tipos de rochas que se projetam da paisagem são relativamente comuns.

Mesmo assim, ainda vai demorar um pouco para descobrir a aparência exata do objeto lunar. O rover Yutu 2 levará cerca de três meses para percorrer a distância necessária para tirar fotos da formação com boa resolução. A razão é que o veículo robótico precisa fazer pausas frequentes para desligar seus sistemas durante a exploração da superfície lunar.

Durante o dia, ele faz um recesso para evitar o superaquecimento, quando os raios de sol o atingem. Durante a noite lunar, que dura duas semanas, o rover, movido a painéis solares, é desligado automaticamente para conservar energia até o sol nascer novamente. Além desses procedimentos, o veículo se desloca em terrenos acidentados e cheio de crateras, onde deve circular devagar para não sofrer qualquer dano que coloque em risco o sucesso da missão.

A CNSA pretende intensificar suas pesquisas e missões na Lua a fim de descobrir mais sobre esse objeto e outros fenômenos ainda não identificados naquele ambiente. Os especialistas da agência acreditam que tal formação se baseia em rochas profundas, e isso pode revelar informações importantes a respeito da Lua e como ela se desenvolveu.

Não é a primeira vez que o rover Yutu 2 descobre formações realmente incomuns na Lua desde seu pouso em janeiro de 2019. Naquele mesmo ano, ele detectou uma rocha gelatinosa que, no final das contas, tratava-se de regolito lunar derretido, provavelmente como resultado de algum impacto de meteorito.